Bahia Produtiva

Multinacional de Singapura mostra interesse em produtos de cooperativas da agricultura familiar da Bahia

Produtos de cooperativas da agricultura familiar da Bahia, em especial cacau e café, despertaram o interesse da Olam International, uma das maiores traders de alimentos do mundo, com sede em Singapura. Nesta quinta-feira (20), representantes da multinacional e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) se reuniram, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

O objetivo foi aproximar a Olam de cooperativas da agricultura familiar e de outras estratégias da SDR, a exemplo do projeto Bahia Produtiva, que, por meio do edital Alianças Produtivas, já iniciou uma relação com a empresa. A Olam foi indicada pela Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã) como parceira comercial para concorrer ao edital.

De acordo com o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, em 2018, a secretaria fortaleceu a confiança do setor empresarial na agricultura familiar, o que possibilitou ao agricultor familiar perceber que é possível ter espaço nesse mercado: “Fechamos o ano com mais uma agenda importante na Aliança Produtiva, com cadeias produtivas estratégicas da Bahia, no sentido de viabilizar mercados importantes para a comercialização de amêndoas, com valor agregado e fazer com que as empresas possam comprar o cacau baiano com melhor preço. Tudo isso é incentivo para os agricultores aumentarem a produção e a produtividade”.

Durante a reunião, também foram apresentadas ações da SDR, em parceria com a Biofábrica, e explicados o funcionamento e as tecnologias que são desenvolvidas na unidade de reprodução de mudas.

Segundo o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, o intuito é fazer com que essas tecnologias cheguem aos produtores que fornecem produtos à Olam e, em especial, das cooperativas da agricultura familiar: “O objetivo é que haja uma compra direta dessas cooperativas da agricultura familiar, além de fortalecer a parceria com essa empresa multinacional, para fomentar recursos para a assistência técnica e produção do cacau aqui no estado”.

A Olam comprou, recentemente, uma empresa baiana que comercializava cacau e demonstrou interesse em fortalecer as aquisições de cacau na Bahia, especialmente de grupos organizados da agricultura e familiar. Para o gerente de Traiding da Olam, Elício Amado, a empresa tem se aproximado, cada vez mais, da agricultura familiar da Bahia: “Temos verificado que existe um nível de qualidade e a gente recompensa isso com algum prêmio, acima do mercado convencional, e procuramos segmentos de mercado para que a gente possa colocar esse produto”.

O encontro contou com a participação do gerente de Originação da Olam, Gagandeep Singh, representantes do Bahia Produtiva, o presidente da Biofábrica, Lanns Almeida, e representantes da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo, da Coopiatã, Rodolfo Moreno e Renato Rodrigues, e do Assentamento Dois Riachões, Luciano Ferreira.

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